Contrações em inglês: o que são, como usar e as mais comuns

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Contrações em inglês: o que são, como usar e as mais comuns

Tiempo de lectura: 11 minutos

Quando decidimos começar a aprender inglês — ou até antes disso, já que desde pequenos temos contato com o idioma — inevitavelmente acabamos esbarrando com elas, temidas por uns e amadas por outros: as contrações em inglês.

Conforme avançamos nos estudos e entendemos que não tem como fugir das contrações, as dúvidas vão surgindo. Quando usá-las? Tanto faz usar ou não? É informal? É grosseiro? Que história é essa de ain’t, tryna, shoulda? I’d significa I would ou I had? Bem, chegou o dia de tirar essa história a limpo. Vamos mergulhar nas contrações em inglês? 🤿

O que são as contrações?

Vamos começar do básico? Uma contração é uma ou mais palavras que foram encurtadas e perderam uma ou mais letras nesse caminho. É o que acontece na nossa língua portuguesa com a palavra para, que é comumente contraída em pra. Também acontece com as palavras da água, que podem ser contraídas para d’água

Acontece que, no inglês, as contrações são muito mais comuns que na nossa língua. Elas estão por toda a parte, tanto no inglês padrão, quanto, mais ainda, no inglês informal — seja aquele falado pelas pessoas no dia a dia ou aquele escrito internet a fora. Assim como acontece em d’água, é muito comum no inglês que a contração seja indicada por um apóstrofo, essa vírgula que fica pendurada lá no alto. 

Algumas das contrações em inglês mais comuns são aquelas usadas para formar negações que surgem da mistura de um verbo + not: don’t (do not), didn’t (did not), isn’t (is not), wouldn’t (would not), haven’t (have not), entre outras. Repare que tem um padrão que se repete: as duas palavras se juntam e a vogal o em not desaparece, dando lugar ao apóstrofo.

Mas por que usar contrações?

Um jeito de responder essa pergunta é pensando que nós estamos sempre procurando um jeitinho de economizar tempo quando falamos e escrevemos. 🗣️✍🏽

As contrações surgem, primeiramente, porque as pessoas acabam “comendo” letras quando falam e, eventualmente, isso vai para a escrita. Seja para economizar espaço (como em um anúncio publicitário) ou porque queremos representar como as pessoas realmente falam no dia a dia. 

Contrações são informais ou erradas?

Bem, depende. Bastante. Muitas contrações, ao longo da história da língua inglesa, foram oficialmente incorporadas ao idioma. Isso quer dizer que você vai ver essas contrações, sim, em contextos formais: notícias, discursos oficiais e relatórios profissionais, por exemplo. 

A grande exceção está em artigos, teses e outras produções acadêmicas. A tradição diz que o universo das universidades e da ciência não aceita as contrações, embora alguns guias mais atuais defendam que as contrações super consagradas (como don’t para do not) sejam aceitas. Já as contrações informais e coloquiais, essas sim, devem ser evitadas sempre que o contexto for formal — vamos falar mais dessas últimas mais à frente. 

Tanto faz usar contrações ou não?

Não. Nope. Você quase sempre poderá falar do not ao invés de don’t, mas nem por isso podemos dizer que tanto faz. Por dois motivos:

  • Não usar as contrações pode dar um efeito de reforço ou veemência. I do not like soccer e I don’t like soccer significam igualmente “Eu não gosto de futebol”, mas sem a contração parece muito mais forte a sua afirmação, especialmente escrito ou se você colocar ênfase em do not.
  • Os falantes nativos de inglês usam contrações o tempo todo. Não usá-las pode fazer com que o seu inglês soe menos fluído e natural, ainda que seja fluente. 

Quase sempre?

Sim. Existe uma situação da língua inglês que pede o uso das contrações, são as tag questions. As tag questions são perguntas utilizadas após uma frase como forma de confirmar aquela informação (ou, às vezes, fazer uma ironia). Repare:

You play socer, don’t you? (Você joga futebol, não joga?)

He’s almost two meters tall, isn’t he? (Ele tem quase dois metros de altura, não tem?)

A contração vem sempre depois da vírgula e é o oposto da primeira frase. Ou seja, se a primeira frase é uma afirmação, então usa-se uma contração negativa a seguir, confirmando a primeira informação. É o equivalente ao nosso “né?” ou “não é mesmo” em final de frase.

Contrações em inglês consagradas 

Vamos primeiro falar das contrações que já se incorporaram ao inglês mais padrão. Ou seja, são as contrações em inglês mais usadas no dia a dia e que também são lidas ou ouvidas em noticiários, discursos e outros contextos mais formais.

Verbo + not

Dessas contrações, definitivamente, não tem como fugir. Os verbos to do, will, to be, to have e os verbos modais aceitam esse tipo de contração.

Contração Forma completa
aren’t are not
isn’t is not
wasn’t wasn’t
weren’t were not
won’t will not
can’t cannot
couldn’t could not
shouldn’t should not
wouldn’t would not
mightn’t might not
mustn’t must not
don’t do not
doesn’t does not
didn’t did not
haven’t have not
hasn’t has not
hadn’t had not

Pronome pessoal + verbo

Os pronomes pessoais também aceitam contrações com vários dos verbos mais comuns da língua inglesa.

Pronome + verbo to be

Contração Forma completa
I’m I am
you’re you are
he’s he is
she’s she is
we’re we are
it’s it is
they’re they are

Pronome + have ou has

Contração Forma completa
I’ve I have
you’ve you have
he’s he has
she’s she has
we’ve we have
it’s it has
they’ve they have

Pronome + had 

Contração Forma completa
I’d I had
you’d you had
he’d he had
she’d she had
we’d we had
it’d it had
they’d they had

Pronome pessoal + will

Contração Forma completa
I’ll I will
you’ll you will
he’ll he will
she’ll she will
we’ll we will
it’ll it will
they’ll they will

Pronome pessoal + would

Contração Forma completa
I’d I would
you’d you would
he’d he would
she’d she would
we’d we would
it’d it would
they’d they would

Verbo modal + have

Os verbos modais, tão presentes no dia a dia quando falamos e escrevemos em inglês, também permitem combinações com o verbo auxiliar have, formando as contrações abaixo.

Contração Forma completa
could’ve could have
should’ve should have
would’ve would have
might’ve might have
must’ve must have

Question words + verbo

As question words são aquelas palavrinhas super usadas para começar uma pergunta e famosas por (quase) sempre começaram em w. Elas também proporcionam algumas contrações. Muitas delas são pouco comuns ou muito informais, então vamos focar apenas nas principais, formadas pela question word mais o verbo is.

Contração Forma completa
who’s who is
what’s what is
when’s when is
where’s where is
why’s why is
how’s how is
which’s which is

Ah! Como comentamos, os falantes nativos dizem (e eventualmente escrevem) outras contrações começando com essas palavras, então não se assuste se vir coisas como who’ve (who + have) ou where’d (where + would) por aí. 

Espera aí, tem contrações com mais de um significado?

Talvez você tenha reparado nas listas acima um fenômeno curioso, que é que algumas poucas contrações podem ter mais de um significado. E é isso mesmo.

  • Contrações em ‘s podem significar tanto has quanto is. É o caso de he’s e she’s, por exemplo;
  • Contrações em ‘d podem significar tanto had quanto would. E mais raramente did. Como I’d, we’d, it’d.

A pergunta inevitável é: como saber qual das duas está sendo usada, certo? Pelo contexto, sempre ele:

“He’s been a good student” (Ele tem sido um bom aluno)

Repare que na frase acima apenas “He has been a good student” faz sentido. “He is been…” seria uma frase não gramatical, que não faz sentido.

“He’s a good student” (Ele é bom aluno)

Já na frase acima, acontece o oposto. “He is a good student” é uma frase lógica, diferente do que aconteceria com “he has a good student” que, embora seja gramatical (respeita a estrutura do inglês) gera uma frase pouco lógica, algo como “ele tem um bom aluno”. 

O mesmo vale para o outro caso, as contrações em ‘d.

“I’d love to know more about it” (Adoraria saber mais sobre isso)

Na frase acima, repare que apenas would é uma opção viável. Já “I had love to know…” não forma uma frase lógica.

” He’d done that before” (Ele fez isso anteriormente)

Já aqui, conseguimos deduzir que a opção correta é he had, que forma uma frase gramatical, diferentemente da alternativa “He would done…”.

Contrações (super) informais

Essas contrações todas que vimos acima contam apenas uma parte da história. Quando entramos em contato com inglês por meio de filmes, músicas e falantes nativos, acabamos conhecendo todo um outro universo: as contrações coloquiais. 

Essas contrações são faladas e escritas, mas não devem ser usadas quando o contexto exigir qualquer grau de formalidade. O propósito aqui é ajudar você, estudante de inglês, a entender o significado delas e poder compreender diálogos e textos que as contenham, mas fica o aviso: não devem ser usadas formalmente.

Além disso, algumas delas podem ser comuns nos EUA e estranhas na Inglaterra, por exemplo, ou vice-versa. Outras são mais comuns em alguns grupos que em outros.

O que é ain’t

Ain’t é como se fosse a mãe das contrações mega informais. Se você gosta de música, séries e filmes em inglês, você certamente já ouviu ain’t por aí. A história toda por trás dessa contração fica para outro dia, mas vamos focar no aspecto prático: ain’t é usado para substituir um enorme número de contrações.

Essa palavrinha pode aparecer como substituto de am not (que não tem uma contração formal), is not, are not, has not, have not, do not, does not, did not, there is not entre algumas outras. Sim. Acredite. Tudo isso. 

Um exemplo bastante famoso é o ditado popular em inglês “if it ain’t broke, don’t fix it”, que pode ser traduzido como “se não está quebrado, não conserte”. É a versão em inglês do nosso “em time que está ganhando não se mexe”. 

Tryna, Gonna, Wanna, Woulda, Kinda

Talvez você também já tenha esbarrado com algumas dessas contrações informais acima — e tem mais delas na tabela abaixo. O que acontece nesses casos é que a letra a é usada para indicar um certo som em inglês, o schwa

Esse é o nome do som vogal que os falantes nativos de inglês pronunciam ao fim das palavras quando falam rapidamente coisas como would’ve, going to e kind of. O schwa é um vogal mega presente no inglês, representada foneticamente pela letrinha ə e é o segundo som vogal que ouvimos na palavra about, por exemplo.

Contração Forma completa
Imma ou I’mma I’m going to
gonna going to
wanna want to
gotta got to
hafta have to
woulda would have
coulda could have
shoulda should have
kinda kind of
sorta sort of
tryna trying to

Outras contrações informais em inglês

Para terminar, lá vai mais uma pequena lista com algumas contrações em inglês que você, provavelmente, vai acabar esbarrando por aí. 

Kelliepickler Heyyall GIF by Pickler & Ben

Contração Forma completa
let’s let us
ma’am (formal) madam
y’all you all
’cause because
dunno (I) don’t know
gimme give me
innit isn’t it
a’ight all right
’em them
’til until

Por fim, uma derradeira dica sobre as contrações para você não ficar com dúvida quando ler isso na letra da sua música favorita (ou no slogan de uma famosa rede de lanchonetes): é muito comum que o som da letra g desapareça no final de verbos no gerúndio, ou seja, terminados em ing. Por isso, nada incomum ver por aí coisas como lovin’, playin’ e hatin’

Ufa! Esperamos que você tenha gostado muito de aprender e conhecer mais sobre as contrações em inglês. Elas são muitas e estão por toda a parte, mas são parte do charme da língua inglesa falada e escrita pelas pessoas no dia a dia. 

Se você gostou de caminhar com a gente nessa jornada de aprendizado, então que tal botar a mão na massa e começar um curso de inglês? Confira nosso artigo abaixo sobre quanto tempo dura um curso de inglês.

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